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Geração “só a cabecinha”

Opaaaa!!!! Calma aí! Segura a imaginação! Acredito que você não está pensando no que eu estou pensando…. Todos sabem que estamos vivendo a Era  da informação. Estamos conectados 24h por dia, 7 dias por semana. Bombardeios de notícias, posts, fotos, vídeos, tweets, stories… tudo ao mesmo tempo e todo o tempo. Você quer acompanhar tudo, e se ficar mais de 1min (ou menos) em uma coisa só, não vai conseguir acompanhar. Então o que você faz? Likes, RTs sem fim. Lê apenas a manchete de uma notícia e a divulga sem saber o conteúdo da matéria. O que pode ser um problema porque o título pode nos enganar. Com certeza a maioria das pessoas quando viram o título desse texto, pensaram que haveria algo sexual envolvido. Você foi um deles? rs

Em quantas redes sociais você tem conta? Quantas pessoas conheceu através delas? Quantas dessas “amizades” você conseguiu manter por mais de 3 meses? Essa facilidade de comunicação, de receber informação, é maravilhosa, mas também acabou nos tornando seres superficiais e imediatistas. Eu te achei legal agora e quero ser seu amigo agora. Amanhã se eu achar que você ficou chato, se discordamos em algum ponto, é só desfazer a amizade. É só deixar de seguir. Nos tornamos superficiais em nossos relacionamentos. Queremos ter muitos amigos/seguidores para termos muitos likes. Porque like dá status.  

Como diz nosso amado Dado Schneider, antes as pessoas precisavam ser, depois precisam ter, agora só precisam parecer que tem. Você finge que é expert em política e faz textão no Facebook. Você faz check-in em um lugar que você não está. Você coloca aqueles cursos que você não fez no Linkedin para parecer mais bem sucedido do que realmente é (Tipo aquela garota que não deve ser nomeada, sabem?!). Você tem váááários amigos, brother, parça, que querem estar na foto do Instagram, mas quando precisa de um amigo para desabafar ou quando querem que você seja o amigo que escute o desabafo….  

Nos tornamos uma versão moderna da bruxa da Branca de Neve. Olhamos para o “black mirror” que vive em nossas mãos e perguntamos: “Iphone, iphone meu (substitua iphone pelo seu modelo de celular). Existe alguém com mais likes do que eu?”. E resposta é: “Sim!”. Existe milhões com mais likes, mais seguidores, etc,  que você e eu. E isso não deveria ser algo importante. Os relacionamentos que as redes sociais podem nos proporciaonar deveriam importar mais que os likes. O título da matéria deveria fazer com que você se importasse com o conteúdo dela a ponto de você clicar no link e ler tudo, ao invés de ficar satisfeito em ler apenas a manchete. Você deveria mergulhar de cabeça e não se satisfazer “só com a cabecinha”.

Eu não sei vocês, mas eu não quero viver em um mundo como o do episódio Nosedive (S03E01) de Black Mirror. (Se você ainda não assistiu,… assista!)

Patty
Viciada em séries, compra mais livros do que consegue ler, amante da Campus Party, graduanda em Sistemas de Informação, a menina da TI que não gosta de café.

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