Tecnologia

Hackers por todos os lados: Papo de SysAdmin conta os perigos da vida conectada

Originalmente publicado em TRENDR por Yara Laiz Souza 

Inúmeras vezes pensamos estarmos seguros com nossos aparelhos de celular, computadores e até TVs interativas. Mas os hackers estão sempre a espreita e quase nunca dá pra saber quando um ataque vai acontecer. Muitos transtornos, como a invasão do sistema SISU que prejudicou várias pessoas, poderiam ser evitados se a segurança de informações e dados fosse levada mais a sério — principalmente por parte de órgãos governamentais.

Foi sobre a ameaça hacker e tudo o que eles são capazes de fazer o tema do debate ocorrido no dia 01 de fevereiro na CampusParty Brasil 2017 — palco Ciência. Alcylon Junior, Eduardo Serrano, Lucas Teske, Luckas Farias e Christiano Linxmen, do Papo de SysAdmin, tiraram dúvidas e levantaram algumas polêmicas sobre o mundo da segurança digital.

Christiano Linxmen no início do debate (Imagem: Yara Laiz Souza)

Segurança de dados não é levada a sério

“Todos estamos passivos de invasão. A segurança é tratada de forma secundária, nunca a principal”, comentou Alcylon Junior. Em órgãos governamentais, onde a proteção de dados e banco de dados deveria ser de ponta, a invasão de hackers pode até mesmo acontecer diariamente, porém de forma não percebida. “Isso foi um caso que ficamos sabendo, mas pode ser que outras pessoas fizeram o mesmo muito tempo antes”, complementou Lucas Teske.

Eduardo Serrano: “Precisamos ter cuidado com tudo o que temos em casa” (Imagem: Yara Laiz Souza)

Mesmo que o Ministério da Educação (MEC) tenha negado a invasão, a alteração do banco de dados do SISU foi um fato segundo o debate ocorrido no palco Ciência. A invasão trocou a opção de cursos de diversas pessoas incluindo a de uma jovem que escolheu Medicina, mas teve o curso trocado para Produção de Cachaça.

Um ataque hacker pode ocorrer de diversas formas. Pode ser realmente falhas no sistema — como bugs -, uma ação planejada pela pessoa que cuida da segurança de dados ou até mesmo uma falha dos próprios usuários. As famosas senhas ‘1234’ ou outras sequências fáceis de números como datas de nascimento, placas de carros ou o número do telefone celular é facilmente deduzido por hackers. “O ataque pode não ser uma vulnerabilidade do sistema, mas uma vulnerabilidade do próprio usuário”, comentou Luckas Farias.

A espionagem pode estar dentro de casa

Alcylon Junior: “Todos estamos passivos de invasão. A segurança é tratada de forma secundária, nunca a principal” (Imagem: Yara Laiz Souza)

O debate também abordou sobre como é possível recuperar áudios a partir de uma manipulação de web cam sem que o usuário perceba. Vírus são capazes que ligar microfones e web cams de computadores — o que explica o fato de Mark Zuckerberg ter um Post It pregado na web cam do seu notebook.

Outra questão interessante levantada são os aplicativos de celular capazes de fazer recuperação de áudios. Por exemplo, imagine que você está com o celular na mesa e fale sobre uma viagem. Utilizando o acelerômetro e o giroscópio do telefone, empresas podem decodificar o que foi dito com pelo menos 80% de clareza. Assim, anúncios podem ser redirecionados para você enquanto navega pela internet. “Precisamos ter cuidado com tudo o que temos em casa”, complementou Eduardo Serrano.

Com página no Facebook e canal no YouTube, o Papo de SysAdmin reúne tudo o que os apaixonados por informática mais gostam: programas, aplicativos, dicas de segurança de dados além de sempre estar promovendo eventos interessantes sobre os temas, que podem ser acompanhados no Facebook e YouTube.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *