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Mercado de trabalho e a nova geração

Esses dias conversava com uma amiga sobre coisas boas e ruins dos nossos trabalhos. Durante a conversa fiz o seguinte questionamento: “Como algumas pessoas conseguem trabalhar fazendo a mesma coisa todos os dias durante 5, 10, 15 anos, ou mais?”.  Então comecei a refletir que há algum tempo a estabilidade e um bom salário era o que as pessoas buscavam. Hoje em dia a satisfação pessoal/profissional está tomando o primeiro lugar.

Acredito que fazemos parte de geração que pensa diferente. Uma geração que precisa de algo mais valioso que um bom salário e estabilidade. Não queremos apenas uma fazer uma longa carreira em uma empresa. Até porque não temos problema em mudar de empresa. Arrisco dizer que todos conhecemos alguém que mudou para um emprego onde ganharia um pouco menos, mas que lhe daria mais flexibilidade e/ou um propósito para trabalhar.

Essa geração precisa se sentir valorizada, desafiada, ouvida. Uma geração que deseja um  trabalho dinâmico, com flexibilidade de horário, com possibilidade de home-office, uma roupa menos formal…

Nos últimos trabalhos que tive, em nenhum momento escondi do líder/gerente que eu buscava algo melhor. Não era porque eu tinha um emprego que eu iria deixar de buscar novas oportunidades. E os modos de se buscar uma vaga também mudaram bastante. Se você tem menos de 18 anos, pode não saber que houve um tempo em que se precisa entregar o currículo impresso nas empresas em que você buscava uma vaga (rs). Também havia os anúncios de vagas nos jornais. Hoje temos várias opções, e uma das que mais gosto é o LinkedIn. Considero uma ferramenta maravilhosa, e fico pasma quando me deparo com um jovem que não sabe o que é LinkedIn. Inclusive, encontrei a vaga do trabalho que estou hoje no LinkedIn.

Somos uma geração que cresceu com a tecnologia, com um nível de acesso a informação absurdo se comparado há 20 anos atrás, ou menos. E claro que isso nos faz pensar e desejar coisas diferentes. O mercado está em transformação. Sabemos que mexer em estruturas consolidadas não é algo simples e fácil, mas que precisa ser feito, pois o futuro do trabalho já começou.  

Patty

Viciada em séries, compra mais livros do que consegue ler, amante da Campus Party, graduanda em Sistemas de Informação, a menina da TI que não gosta de café.

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